sábado, 15 de outubro de 2011

CUT intensifica luta contra projeto de terceirização dos empresários
Projeto que aprofunda precarização foi aceito por outras 4 centrais

Escrito por: Marize Muniz

A CUT é contra a proposta de terceirização assinada pelo empresário e deputado Sandro Mabel (PR-GO), e que, segundo o próprio parlamentar, teria recebido apoio das outras quatro centrais sindicais.

A CUT defende a proposta de regulamentação da terceirização que ajudou a elaborar e é assinada pelo deputado Vicentinho (PT-SP).

Segundo o deputado e empresário Sandro Mabel, que preside a Comissão Especial criada para debater e elaborar estudos sobre os projetos de terceirização que tramitam na Câmara, já existe um acordo firmado entre parte das centrais sindicais e partidos políticos para votação do Projeto de Lei número 4330 no âmbito dessa Comissão Especial e da Comissão de Constituição e Justiça. A afirmação foi feita durante a audiência pública realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, no último dia 5.

Pela proposta do deputado, fica permitida a terceirização nas atividades-fim e também nas atividades-meio no setor público e no privado, tanto rural quanto urbano. Mais que isso: a responsabilidade solidária foi retirada do texto. Além disso, os deputados estabeleceram o enquadramento sindical da respectiva categoria prestadora de serviços, não considerando a natureza da atividade exercida, rebaixando os parâmetros da contratação do trabalho no Brasil e a organização sindical.

Os delegados e delegadas que participaram da 13ª Plenária Nacional da CUT, realizada entre os dias 3 e 7, em Guarulhos (SP), se posicionam veementemente contrários a proposta do deputado Sandro Mabel. Para os dirigentes CUTistas, trata-se, na verdade, de uma reforma trabalhista às avessas. A CUT reafirma seu comprometimento com as premissas do PL 1621/2007, apresentado pelo deputado Vicentinho e também com a proposta bipartite construída pelas centrais sindicais e o Ministério do Trabalho e Emprego, encaminhado em 2009 à Casa Civil.

Os dirigentes e a militância CUTistas vão intensificar a mobilização de toda a base da central no combate à terceirização e suas conseqüências para os trabalhadores e ampliar a articulação com outros setores da sociedade para impedir a aprovação de quaisquer projetos que visem institucionalizar a precarização do trabalho no Brasil.

Fonte: CUT Nacional
Entidades sindicais e Afubesp lançam candidatos para eleições da Cabesp
Crédito: Camila de Oliveira - Afubesp

Marcelino, Carmen, Cabanal e Mário Raia: compromisso com os banespianos

Terminou na segunda-feira, dia 10, o prazo de inscrição de candidatos para as eleições da Cabesp. A Afubesp, Sindicato dos Bancários de São Paulo, Contraf-CUT, Fetec/CUT-SP, Feeb SP/MS e diversos sindicatos apóiam Wagner Cabanal para a Diretoria Financeira, Mario Raia para Diretoria Administrativa, Carmen Meirelles e Marcelino José da Silva para as duas vagas no Conselho Fiscal.

Todos os candidatos têm conhecimento amplo dos assuntos da Cabesp, além de serem pessoas engajadas na luta pelos direitos dos banespianos.

Segundo o calendário divulgado pela Cabesp no final de setembro, o edital da eleição será publicado no próximo dia 20 e a votação será feita pelo correio.

O envio dos kits contendo as células de votação está previsto para o próximo dia 28 e os associados devem devolvê-las pelo correio até dia 21 de novembro. A apuração está agendada para o dia 1º de dezembro.

Saiba mais sobre os candidatos:

Para Diretor Financeiro

Wagner Cabanal - foi diretor administrativo eleito da Cabesp, tem colaborado com os colegas de todo o país, levando demandas diretamente para a diretoria da caixa. Foi intermediário na celebração de convênio da Cabesp com o Hospital da Unimed em Penápolis, que beneficiou colegas de toda aquela região. Faz parte do grupo criado pela Afubesp para discutir Cabesp. É diretor da Afubesp e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para Diretor Administrativo

Mario Raia - foi conselheiro fiscal do Banesprev, atualmente é integrante do Comitê Gestor do Plano II do Banesprev, foi coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, levando as demandas dos banespianos para as reuniões do Comitê de Relações Trabalhistas. É diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para o Conselho Fiscal

Carmen Meirelles - é atual conselheira eleita no Conselho Fiscal da Cabesp, faz parte do grupo da Afubesp de discussões sobre a caixa beneficente. É diretora da Afubesp e do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

José Marcelino da Silva - é diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, com participação ativa nos encontros e seminários de assuntos ligados à Cabesp e Banesprev e na luta em defesa dos banespianos.

Fonte: Érika Soares - Afubesp
TST condena Bradesco por utilizar bancário para transporte de valores

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acolheu recurso interposto pelo espólio de um ex-empregado do Bradesco e restabeleceu sentença que condenou o banco a pagar indenização pelo exercício da atividade de transporte de valores. Para a Turma, ao desempenhar essa tarefa em carro próprio e sem treinamento adequado, o trabalhador foi submetido a riscos.

A ação trabalhista foi ajuizada pela esposa do trabalhador alguns meses depois da sua morte, em acidente de trânsito durante uma viagem de serviço. O ex-empregado foi admitido no Bradesco em janeiro de 2001 como escriturário, exerceu a função de caixa e, por último, de chefe de serviço. O término do vínculo ocorreu em 14/09/2005, com seu falecimento. Embora não fosse sua atribuição, transportava documentos e malotes para o banco com valores de R$ 30 mil, em média, para várias localidades da região de Cascavel (PR).

Apesar dos riscos inerentes à atividade, o transporte não era acompanhado por seguranças. Segundo a inicial da reclamação trabalhista, no dia do acidente, aceitou com relutância a ordem de buscar malote com dinheiro e documentos, mas, ao invés de sair pela manhã, como sempre fazia, saiu no final da tarde. No retorno, à noite, dirigindo com muita chuva numa estrada perigosa, a PR 180, perdeu a direção do carro numa curva e colidiu com uma árvore. Mesmo socorrido e levado para uma UTI, veio a falecer com 28 anos de idade.

Ainda de acordo com a inicial, o Bradesco não informou à família sobre o acidente nem prestou qualquer assistência na liberação do corpo e no funeral. A viúva, então, buscou a condenação do banco ao pagamento de pensão mensal para ela e a filha menor de idade em valor correspondente à ultima remuneração do marido (R$ 1.897,65) até que ele completasse 70 anos de idade e indenização por danos morais correspondente a 700 vezes o salário à época da morte. Apenas parte do pedidos foram acolhidos pela Segunda Vara do Trabalho de Cascavel (PR), que concedeu a indenização por transporte de valores, mas rejeitou a indenização por danos materiais e morais.

O Bradesco não se conformou e recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). O TRT entendeu que, apesar de a Lei nº 7.102/1983 prever que a vigilância ostensiva e o transporte de valores devem ser executados por empresa especializada ou por pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça, a violação desse dispositivo não implicaria o pagamento da indenização, e sim a aplicação das penalidades previstas na lei em questão. Assim, reformou a sentença para excluir da condenação a referida indenização.

Ao analisar o recurso da viúva, a ministra Maria de Assis Calsing disse que as Turmas do TST têm entendido, em casos semelhantes, que a Lei nº 7.102/83 justifica o recebimento de indenização pelo empregado que desempenhe essa tarefa, pelo risco a que foi submetido. Citando precedentes das Turmas nesse sentido, a ministra acolheu o recurso e restabeleceu a sentença quanto a condenação ao pagamento da indenização.

Fonte: ContrafCUT
CUT participa do Programa ViraVida na luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes
Intercâmbio com centrais sindicais europeias estimula debate sobre promoção do turismo cultural

Escrito por: CUT Nacional

A CUT é parceira no Programa ViraVida desde 2009 quando assinou termo de adesão. Desde assinatura do termo tem participado na luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, das missões nos seminários internacionais: o primeiro realizado em Portugual, o segundo na Espanha em 2010 e das missões na França em junho 2011 e agora na Itália no período de 22 de outubro até início de novembro.

O objetivo é discutir a problemática com as centrais e o movimento sindical desses países, afinal parte da exploração sexual das nossas crianças e adolescentes é atribuída, segundo pesquisas aos trabalhadores que vem dos seus países explorarem nossas crianças e adolescentes. É o sexo turismo.

"Queremos inverter isso e construir um acordo com as centrais sindicais para um programa de turismo cultural, uma troca, um intercâmbio entre os trabalhadores desses países e do Brasil. Mostrar que é possível os trabalhadores virem conhecer o Brasil e sua cultura, suas cidades históricas, seus monumentos e museus, fazer turismo ecológico, o ecoturismo e, os trabalhadores brasileiros também partilharem do mesmo nesses países, especialmente da Europa", ressalta Expedito Solaney, secretário Nacional de Política Sociais da CUT que fez parte da missão à França e agora estará acompanhando os debates na Itália, além das ações concretas que o projeto faz aqui no Brasil.

Histórico do projeto

Em 13 de julho de 1990 foi promulgada a Lei Federal nº 8.069, que reconheceu os direitos de meninos e meninas viverem em condições de liberdade e dignidade, e a salvo de toda forma de negligência, discriminação e violência, garantindo o seu desenvolvimento pleno. São, portanto, mais de duas décadas de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente, uma lei inovadora que compartilha entre família, Estado e sociedade a responsabilidade na promoção e defesa desses direitos.

Desenvolvido por iniciativa do Conselho Nacional do Sesi, o programa ViraVida busca promover a elevação da auto-estima e da escolaridade dos adolescentes e jovens participantes, para que desvendem o próprio potencial e assim conquistem autonomia. O processo sócio educativo está baseado em cursos profissionalizantes construídos a partir do alinhamento entre a demanda de cada mercado, o perfil e as expectativas desses adolescentes e jovens. Os cursos contemplam a necessidade de integração entre formação profissional, educação básica, noções de autogestão. Também asseguram aos alunos atendimento psicossocial, voltado ao resgate de valores e fortalecimento de vínculos familiares.

A estratégia está focada em dois planos: interferir nas condições subjetivas que constituem os modos de ser, pensar e agir dos adolescentes e em suas condições objetivas de vida, incluindo situação familiar, de acesso à escola e à saúde, dentre outros direitos sociais básicos. O Programa é coordenado pelos Departamentos Regionais do SESI e realizado em parceria sinérgica com instituições do Sistema S, incluindo Senai, Sesc, Senac, Sebrae, Sescoop e Sest/Senat.

Os cursos já implantados abrangem as áreas de Moda, Imagem Pessoal, Turismo e Hospitalidade, Gastronomia, Comunicação Digital, Administração e Química, apresentam carga horária que varia entre 700 e 950 horas/aula, conforme a modalidade.

Fonte: CUT Nacional

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Negociação entre bancários e Fenaban continua nesta sexta-feira, 14/10
Fenaban apresentou novamente proposta de aumento real insuficiente e nada de concreto para PLR e piso. Greve tem de crescer para aumentar pressão.
Carlos Cordeiro, Pres. da Contraf-CUT

Após quatro horas de reunião, o Comando Nacional rejeitou na mesa a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de aumento real de apenas 0,93%.

Sem possibilidade de acordo, as negociações foram suspensas. O Comando e os banqueiros se reúnem novamente nesta sexta-feira, 14/10, para continuar as negociações que foram retomadas hoje, em São Paulo.

"Nada justifica esse índice de reajuste salarial. Não depois dos bancos lucrarem quase R$ 25 bilhões, cerca de 20% de crescimento do seu patrimônio, apenas no primeiro semestre deste ano. Sem aumento real digno, valorização do piso, PLR maior e melhores condições de trabalho, não há possibilidade de acordo”, afirma Luiz César de Freitas, o Alemão, presidente da FETEC-CUT/SP. "Portanto, é importante fortalecer a greve em todas as bases. Esse é um momento decisivo e a categoria tem que continuar mobilizada e forte, como fez nos últimos 17 dias, para acabar com essa intransigência dos banqueiros”, orienta.

Nas negociações de hoje, não houve avanço na PLR, nem no piso, muito menos nas condições de trabalho. Os banqueiros apresentaram proposta apenas para o índice de reajuste, de 8,4%, que representa apenas 0,93% de aumento real.

Os bancários estão em greve desde o dia 27 de setembro. Esta greve está sendo considerada a maior dos últimos 20 anos: mais de 9 mil locais de trabalho estão fechados em todo o país. A categoria reivindica aumento de 12,8%, sendo a inflação do período mais 5% de aumento real, além de PLR maior, valorização dos pisos, melhores condições de trabalho, mais contratações, entre outras.

As negociações no Banco do Brasil e na Caixa aguardam conclusão da Fenaban para serem retomadas.

Fonte: FETEC/SP-CUT
TST considera greve dos Correios não abusiva e determina volta ao trabalho
A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) acaba de decidir que a greve dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não é abusiva. Com o julgamento, a categoria deve retornar ao trabalho a partir da 0h de quinta-feira, 13 de outubro.

A SDC fixou reajuste salarial de 6,87% a partir de agosto de 2011; aumento real no valor de R$ 80,00 a partir de 1º de outubro de 2011; vale alimentação extra de R$ 575,00, a ser pago no mês de dezembro de 2011, aos trabalhadores admitidos até 31 de julho de 2011; vale alimentação de R$ 25,00; e vale-cesta de R$ 140,00.

Dias parados

O ponto mais discutido do julgamento foi o tratamento a ser dispensado aos 24 dias de paralisação (que, com o acréscimo do repouso semanal remunerado, representam 28 dias).

O relator, ministro Maurício Godinho Ddelgado, propunha a compensação total, por meio de trabalho aos sábados e domingos, e a devolução dos seis dias já descontados pela ECT.

A segunda corrente, liderada pelo presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, defendia que, de acordo com a Lei de Greve (Lei nº 7783/1989), a paralisação significa a suspensão do contrato do trabalho, cabendo, portanto, o desconto integral dos dias parados.

No final, prevaleceu a corrente liderada pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Barros Levenhagen, que autoriza o desconto de sete dias e a compensação dos demais 21.

A compensação será feita até maio de 2012, aos sábados e domingos, conforme necessidade da ECT, observada a mobilidade de área territorial (na mesma região metropolitana e sem despesas de transporte para o trabalhador), e convocadas com pelo menos 72 horas de antecedência.

De acordo com o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do dissídio na SDC, o direito de greve foi exercido pelos empregados da ECT dentro dos limites legais e não houve atentado à boa-fé coletiva. O ministro afirmou que "não se teve notícias de grandes incidentes durante todo o movimento da categoria profissional, nas mais de cinco mil unidades da empresa".

Durante o julgamento do dissídio, o advogado da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), Gustavo Ramos, disse que os trabalhadores jamais tiveram a intenção de lesar a sociedade. Ele sustentou que a greve foi pacífica e argumentou que a melhor forma de solucionar a questão dos dias parados é a compensação com trabalho, o que evitaria o pagamento de horas extras para que o serviço fosse colocado em dia.

O secretário-geral da Fentect, José Rivaldo, disse que os trabalhadores não desrespeitaram o TST ao rejeitarem o acordo fechado pelas lideranças com a direção da ECT. Mas admitiu a frustração com o resultado do movimento. "A gente teve uma expectativa maior. O que ficou para os trabalhadores é que é melhor negociar do que apostar no tribunal", disse.

Fonte: TST com Agência Brasil e UOL

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Comando quer audiência com Dilma e Murilo Portugal sobre impasse da greve
Crédito: Contraf-CUT

Comando reúne sindicatos e federações de bancários de todo país

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), decidiu orientar os sindicatos de todo o país a fortalecer e ampliar ainda mais a greve nacional da categoria, durante reunião ocorrida nesta terça-feira (11), em São Paulo. A paralisação, que completa 15 dias e é a maior dos últimos 20 anos, já ultrapassou o total de 9 mil agências e vários centros administrativos fechados de bancos públicos e privados em todo o país.

A Contraf-CUT solicitará audiência com a presidenta Dilma Rousseff para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve. Outra solicitação de audiência será encaminhada ao presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal. "Vamos cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional, Carlos Cordeiro.

"Os bancos públicos federais fazem parte da Fenaban e podem assumir um papel fundamental para construir uma proposta decente, que atenda às reivindicações dos bancários", ressalta Carlos Cordeiro. "O governo federal precisa estar ao lado dos trabalhadores e da sociedade brasileira e cobrar dos bancos uma solução para a greve que fortaleça a política de distribuição de renda e de redução das desigualdades sociais que iniciou no governo Lula", enfatiza. Cordeiro afirma que os bancários também querem discutir com Dilma o papel dos bancos no Brasil e propor a realização de uma Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro.

"Os bancos brasileiros são os que mais lucram na América Latina, mas pagam um piso salarial menor do que o recebido por argentinos e uruguaios, porém pagam bônus muito maiores para seus altos executivos", afirma Cordeiro, lembrando pesquisa do Dieese e da Contraf-CUT. O salário de ingresso nos bancos no Brasil em agosto de 2010 era equivalente a US$ 735, mais baixo o dos uruguaios (US$ 1.039) e quase metade do recebido pelos argentinos (US$ 1.432).

"Um país em que os altos executivos dos bancos chegam a ganhar 400 vezes mais que o piso salarial da categoria não pode ser chamado de justo", sustenta o dirigente sindical. "Além disso, os bancos utilizam a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro, muito maior que em outros países, para reduzir a massa salarial dos bancários", denuncia.

A Contraf-CUT remeterá também cartas aos presidentes dos seis maiores bancos do país e que participam da mesa de negociações da Fenaban (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), além do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e Banco da Amazônia, cobrando a responsabilidade de cada instituição na retomada do diálogo para construir uma proposta para as questões gerais dos bancários, bem como para as mesas específicas.

Protestos nesta sexta contra a ganância dos bancos

O Comando Nacional definiu ainda a realização, nesta sexta-feira (14), de protestos em todo país contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão. Os sindicatos irão organizar manifestações, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira.

"O papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009", aponta Carlos Cordeiro. "Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.

Fonte: Contraf-CUT
Greve nacional segue crescendo e paralisa 9.165 agências no 15º dia
Crédito: Seeb BH
Sem negociações, bancários realizaram dia do preto na capital mineira


Os bancários paralisaram 9.165 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e no Distrito Federal nesta terça-feira (11), 15º dia da greve nacional. O balanço foi feito pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a partir dos dados enviados pelos sindicatos até as 18h. A paralisação já é a maior dos últimos 20 anos da categoria.

O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, reunido nesta terça-feira, em São Paulo, decidiu fortalecer e ampliar a greve. "Também aprovamos solicitar audiências com a presidenta Dilma Rousseff, para cobrar empenho do governo federal na construção de uma solução para a greve, e com o presidente da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Murilo Portugal, para cobrar a retomada imediata das negociações com a apresentação de uma proposta decente para a categoria", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

Protestos contra a ganância dos bancos

Outra proposta aprovada pelo Comando foi a orientação aos sindicatos de todo o país para a realização nesta sexta-feira (14) de manifestações em todo país. "Vamos protestar contra a ganância dos bancos, por emprego decente e por um sistema financeiro cidadão", explica o dirigente sindical.

"Os sindicatos irão organizar atividades, com a participação de movimentos sociais, denunciando a falta de responsabilidade social dos bancos, que acumulam lucros estrondosos, mas não garantem contrapartidas aos trabalhadores e à sociedade brasileira", ressalta Cordeiro.

Para o presidente da Contraf-CUT, "o papel do sistema financeiro é oferecer crédito barato e acessível para financiar o desenvolvimento econômico e social do país. No entanto, não é isso que acontece no Brasil. Basta ver que o spread bancário aumentou novamente após a queda da taxa Selic, atingindo o maior nível desde 2009".

"Convidamos todas as entidades da sociedade civil organizada a participar dos protestos, cobrando a valorização dos bancários, a melhoria do atendimento aos clientes e a contribuição dos bancos no processo de desenvolvimento com distribuição de renda", completa.

Maior greve nos últimos 20 anos

A greve já é a maior da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. O movimento foi deflagrado no dia 27 de setembro, depois que as assembléias dos sindicatos rejeitaram a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.

Os bancários reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.

Fonte: Contraf-CUT
Greve dos bancários é destaque principal no site mundial da UNI Finanças
A greve nacional dos bancários, a maior realizada pela categoria nos últimos 20 anos no Brasil, continua sendo notícia em diversas mídias por todo o mundo. Agora foi a vez da UNI Finanças, braço da UNI Sindicato Global, a qual a Contraf-CUT é filiada.

A entidade divulgou a força do movimento na última sexta-feira, dia 7, que virou notícia principal no site. Naquele dia, os bancários que atuam nos callcenters do Itaú e Santander cruzaram os braços, pressionando a Fenaban pela quebra do silêncio e a apresentação de uma proposta decente aos trabalhadores.

"A luta continua forte em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Os trabalhadores estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos banqueiros. Por um lado, eles não respondem nossas cobranças pelas negociações. Por outro, eles mentem para a sociedade dizendo que estão engajados nas negociações e que estão abertos ao diálogo", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e da UNI Américas Finanças.

A UNI possui 900 sindicatos filiados que representam 20 milhões de trabalhadores da área de serviços em todo mundo.

Fonte: Contraf-CUT com UNI Finanças
Bancários de Recife distribuem pirulitos em protesto contra bancos
Crédito: Seec PE

Os bancários de Pernambuco realizaram um protesto inusitado nesta terça-feira, 11 de outubro, 15º dia de greve. Durante a manifestação, promovida em frente à agência da Caixa Econômica Federal da avenida Guararapes, no centro do Recife, o Sindicato distribuiu pirulitos e bolo de bacia para a população. As guloseimas eram uma referência ao Dia das Crianças, comemorado nesta quarta-feira.

O protesto bem humorado atraiu a curiosidade e a solidariedade de quem passava pelo local. "Eu sei que a greve afeta os clientes, mas a população tem de entender que os bancários estão no seu direito e que o aumento que os bancos querem dar é muito pouco", afirmou o trabalhador autônomo, Cleiton Braz, que passava pelo local.

A política de juros altos, o excesso de tarifas e o lucro exorbitante dos bancos também foram lembrados durante o protesto, que contou com o apoio irrestrito dos clientes. "Concordo com a greve, embora eu mesma tenha sido prejudicada, não pelos bancários, mas pela falta dos serviços que deixam de existir. Mas, hoje, você paga até para respirar dentro dos bancos, é um absurdo. Os banqueiros estão cada vez mais ricos e a insatisfação dos bancários é visível", diz a aposentada Cristina Silva, cliente da Caixa.

Já os bancários que estão participando das atividades do movimento paredista destacaram a força da greve e reforçaram a confiança no trabalho do Sindicato. É o caso da empregada da Caixa, Nilza Maria. "A greve está muito forte, principalmente nos bancos privados. Estou acompanhando o trabalho do Sindicato e estou gostando", disse.

Com apenas em apenas dois anos e meio de banco, essa já é a terceira greve que a bancária da Caixa, Gabriela Amorim, participa. Ela elogiou a organização do Sindicato e convocou os colegas que ainda não aderiram à paralisação a participarem do movimento grevista. "A participação do Sindicato nesta greve está excelente. A população deveria se juntar a nós para dar força ao movimento e os colegas que ainda não estão em greve devem parar", afirmou.

Para a secretária de Comunicação do Sindicato, Anabele Silva, o protesto desta terça-feira foi muito bom e cumpriu a sua função de dialogar com a sociedade. "Estamos no 15º dia de greve e até agora não há nenhum sinal de retomada das negociações com os bancos. Com este protesto lúdico estamos mostrando para a população que a greve foi a única alternativa que encontramos para enfrentar a intransigência dos bancos, que são os verdadeiros culpados pela nossa paralisação", comentou.


Fonte: Seec PE