sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lista de bancos que terão que elevar fundo de capital próprio
AFP 04/11/2011 15:58

Reguladores identificaram 29 instituições que, por seu porte e abrangência, representam risco para economia em caso de quebra

Estas entidades terão que cumprir uma elevação de seus fundos próprios (capital social e de reserva), para evitar uma reedição da crise financeira de 2008-2009.

Os reguladores concordaram em 2010 em impor normas mais exigentes, através do cumprimento das chamadas normas de Basileia III, que exigem que todos os bancos elevem seu nível de fundos próprios dos 2% contemplados pela Basileia II para 7%.

Em 2011, os reguladores decidiram impor normas ainda mais exigentes, que terão que elevar o nível de 7% em 1 até 2,5 pontos percentuais.

Estas normas devem ser cumpridas até 2019, disse o CEF.

Esta é a lista publicada na reunião do G20 em Cannes, que será revisada anualmente:

Bank of America, Bank of China, Bank of New York Mellon, Banque Populaire CdE
Barclays, BNP Paribas, Citigroup, Commerzbank, Credit Suisse, Deutsche Bank
Dexia, Goldman Sachs, Crédit Agricole, HSBC, ING Bank, JP Morgan Chase
Lloyds Banking Group, Mitsubishi UFJ FG, Mizuho FG, Morgan Stanley, Nordea
Royal Bank of Scotland, Santander, Société Générale, State Street, Sumitomo Mitsui FG
UBS, Unicredit Group, Wells Fargo.

Fonte: Ig economia
Veja quais são os países mais endividados do mundo


Políticas anticíclicas na crise de 2008 fizeram com que os Estados se endividassem, até 1.400% acima de seu PIB, como a Irlanda

Para evitar que suas economias entrassem numa crise profunda, diversos países aplicaram políticas anticíclicas em 2008, investindo em bancos e empresas. O resultado foi o aumento de seus endividamentos, ainda sem solução no curto prazo. Veja abaixo quais são os países mais endividados do mundo.

20º. Estados Unidos – 101,1%
Dívida (como % do PIB): 101,1%
Dívida bruta: US$ 14,825 trilhões
PIB de 2009 (est): US$14,66 trilhões
Dívida per capita: US$ 48.258

19º. Hungria – 120,1%
Dívida (como % do PIB): 120,1%
Dívida bruta: US$ 225,24 bilhões
PIB de 2009 (est):): US$ 187,6 bilhões
Dívida per capita: US$ 22.739

18º. Austrália – 138,9%
Dívida (como % do PIB): 138,9%
Dívida bruta: US$ 1,23 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 882,4 bilhões
Dívida per capita: US$ 57.641

17º. Itália – 146,6%
Dívida (como % do PIB): 146,6%
Dívida bruta: US$ 2,602 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 1,77 trilhão
Dívida per capita: US$ 44.760

16º. Espanha – 179,4%
Dívida (como % do PIB): 179,4%
Dívida bruta: US$ 2,46 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 1,37 trilhão
Dívida per capita: US$ 60.614

15º. Grécia – 182,2%
Dívida (como % do PIB): 182,2%
Dívida bruta: US$ 579,7 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 318,1 bilhões
Dívida per capita: $ 53.984
14º. Alemanha – 185,1%
Dívida (como % do PIB): 185,1%
Dívida bruta: US$ 5,44 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,94 trilhões
Dívida per capita: US$51.572

13º. Portugal – 223,6%
Dívida (como % do PIB): 223,6%
Dívida bruta: US$ 552,23 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 247 bilhões
Dívida per capita: US$ 51.572

12º. França – 250%
Dívida (como % do PIB): 250%
Dívida bruta: US$ 5,37 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,15 trilhões
Dívida per capita: US$ 83.781

11º. Hong Kong – 250,4%Dívida (como % do PIB): 250,4%
Dívida bruta: US$ 815,65 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 325,8 bilhões
Dívida per capita: US$ 115.612

10º. Noruega – 251%
Dívida (como % do PIB): 251%
Dívida bruta: US$ 640,7 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 255,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 137.476

9º. Áustria – 261,1%
Dívida (como % do PIB): 261,1%
Dívida bruta: US$ 867,14 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 332 bilhões
Dívida per capita: US$ 105.616

8º. Finlândia – 271,5%
Dívida (como % do PIB): 271,5%
Dívida bruta: US$ 505,06 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 186 bilhões
Dívida per capita: US$ 96.197

7º. Suécia – 282,2%
Dívida (como % do PIB): 282,2%
Dívida bruta: US$ 1,001 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 354,7 bilhões
Dívida per capita: US$ 110.479

6º. Dinamarca – 310,4%
Dívida (como % do PIB): 310,4%
Dívida bruta: US$ 626,1 bilhões
PIB de 2010 (est): US$ 201,7 bilhões
Dívida per capita: $113.826

5º. Bélgica – 335,9%
Dívida (como % do PIB): 335,9%
Dívida bruta: US$ 1,324 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 394,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 127.197

4º. Holanda – 376,3%
Dívida (como % do PIB): 376,3%
Dívida bruta: $2,55 trilhões
PIB de 2010 (est): $676,9 bilhões
Dívida per capita: $152.380

3º. Suíça – 401,9%
Dívida (como % do PIB): 401,9%
Dívida bruta: US$ 1,304 trilhão
PIB de 2010 (est): US$ 324,5 bilhões
Dívida per capita: $171.528
2º. Reino Unido – 413,3%
Dívida (como % do PIB): 413,3%
Dívida bruta:: US$ 8,981 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 2,173 trilhões
Dívida per capita: US$ 146.953

1º. Irlanda – 1.382%
Dívida (como % do PIB): 1.382%
Dívida bruta: US$ 2,38 trilhões
PIB de 2010 (est): US$ 172,3 bilhões
Dívida per capita: US$ 566.756

Fonte: iG São Paulo

28/09/2011 05:34
Contraf-CUT apoia chapa Mãos dadas pela Cabesp por melhora na saúde
Crédito: Afubesp
Mário Raia, Cabanal, Carmen e Marcelino: chapa Mãos dadas pela Cabesp

A Contraf-CUT, em conjunto com as entidades sindicais e a Afubesp, indica o voto nos candidatos da chapa Mãos Dadas pela Cabesp: Mario Raia (diretor administrativo), Wagner Cabanal (diretor financeiro), Carmen Meireles ou Marcelino (vote em apenas um dos dois para o Conselho Fiscal).

"É uma equipe que reúne pessoas competentes, experientes e engajadas na luta em defesa dos direitos dos banespianos e do fortalecimento da Cabesp, tem compromisso com a melhoria da assistência à saúde, quer uma gestão voltada aos associados e é a única que tem uma mulher como candidata", ressalta Ademir Wiederkehr, banespiano e secretário de imprensa da Contraf-CUT.

Orientações:

- Não entregue seu voto para ninguém. Encaminhe você mesmo a cédula eleitoral preenchida via correio.

- Se o kit eleitoral não chegar na próxima semana, entre em contato com a Afubesp.

- De olho no calendário: o envelope com a cédula deve ser postado até dia 21 de novembro.

Fonte: Contraf-CUT com Afubesp
Salário de ministro do STF pode aumentar em 2012
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem ter aumento salarial a partir de 1º de janeiro de 2012. A medida está prevista no Projeto de Lei 2197/11, que está sob a análise da Câmara dos Deputados.

A proposta reajusta em 4,8% o subsídio mensal dos ministros. Hoje, eles recebem cerca de R$ 26,7 mil por mês. Com o novo texto, passarão a ganhar por volta de R$ 28 mil.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2197/11. O presidente do STF, Cezar Peluso, explica que o reajuste servirá para recompor as perdas com a inflação de 2011. Se for aprovada, a norma terá impacto anual de R$ 977,7 mil para o STF.

Já para todo o Poder Judiciário, o impacto previsto é de R$ 150,5 milhões, tendo em vista que o valor do subsídio dos ministros do STF serve de base de cálculo para a remuneração dos ministros dos tribunais superiores e para os outros magistrados.

Não há data para que a proposta seja avaliada

A informação é da Agência Câmara
Aposentados querem reajuste de 11,7% para benefícios acima do piso  
Qui, 03 de Novembro de 2011 - 22:17h

Representados por dirigentes sindicais, aposentados devem reunir-se na próxima segunda-feira (7) com o presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), e com o relator da comissão, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir aumento real de salários para o segmento.

Os deputados Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP) e Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) apresentaram emenda ao Orçamento de 2012, em propõem reajuste de 11,7% aos aposentados que ganham acima do salário mínimo - R$ 545.

Com instrução do governo, Chinaglia manifestou-se contrário à emenda, argumentando que deve ser trabalhada hipótese de os efeitos da crise atingirem o país.

A emenda fixa que o reajuste corresponderá a 80% do Produto Interno Bruto (PIB) mais a inflação do período, o que corresponde a 11,7%. Caso a proposta não seja aceita no relatório, Paulinho, Faria de Sá, e o senador Paulo Paim (PT-RS) devem tentar levá-la a discussão no plenário.

Existe outra proposta de aumento de aposentadoria feita pelo deputado Marçal Filho (PMDB-MS), de 13,61%, acima da inflação. O relatório preliminar do orçamento contempla estimativa de R$ 26,1 bilhões, que, segundo os sindicalistas, cobriria o aumento.

Os aposentados organizam, para a próxima terça-feira (8), um protesto em Brasília contra as posições governistas para a desaposentadoria (pedido de revisão da aposentadoria após um período para que o cálculo contemple novas contribuições), como o retorno de pecúlio e o fim das contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

(Fonte: Rede Brasil Atual)

Aéreas oferecem reajuste de 3% aos funcionários, que querem 13%

Qui, 03 de Novembro de 2011 - 23:23h

As companhias aéreas de voos regulares, por meio do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) ofereceram, nesta quinta-feira (3), aos trabalhadores do setor 3% de reajuste salarial, frente a uma reivindicação de tripulantes (aeronautas) e funcionários de serviços em terra (aeroviários) de 13%. Essa foi a segunda rodada de negociações, após uma primeira reunião no dia 26 de outubro, quando o Snea não apresentou nenhuma contraproposta.

O Snea também ofereceu um aumento de 5% para o piso salarial de aeronautas e aeroviários, sendo que o pedido dos trabalhadores é de 20%."Certamente essa proposta não será aceita, mas estamos preparando informes aos trabalhadores e deveremos marcar uma assembleia na próxima terça-feira (8)", afirma o consultor econômico do Sindicato Nacional dos Aeronautas (Sina), Cláudio Toledo, negociador do sindicato.

O Snea informou que "é um direito dos trabalhadores de não aceitar a contraproposta e que nova reunião foi marcada para o dia 9 de novembro". O Snea acrescenta que em momento algum a palavra paralisação foi pronunciada pelos sindicalistas. Ano passado, as negociações se estenderam até a véspera do Natal, com ameaças de greve.

Toledo afirma que a contraproposta de reajuste de 3% do Snea está 4,17% abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que em 12 meses está em 7,3%. De acordo com ele, um levantamento recente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que de 470 negociações salariais realizadas durante 2011, 398, ou o equivalente a 84,7%, tiveram reajuste entre 0,5% e 5% acima da inflação.

Outros 7,9% de negociações obtiveram o aumento equivalente ao INPC de 12 meses. Os 7,4% restantes ficaram abaixo da inflação. "Os 3% oferecidos pelas empresas aéreas é a pior oferta feita até agora", diz Toledo.

(Fonte: Valor Econômico)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Itaú tem lucro recorde de R$ 10,9 bi até setembro, mas corta 2.496 empregos
O Itaú Unibanco apresentou lucro recorde de R$ 10,940 bilhões entre os meses de janeiro e setembro deste ano, alta de 15,9% ante o mesmo período do ano passado. Segundo a consultoria Economática, é o maior lucro da história entre os bancos brasileiros para o período. Apesar do resultado estrondoso, a instituição seguiu na contramão do emprego, fechando mais postos de trabalho.

Os dados do balanço revelam que em dezembro de 2010 o banco contava com 102.316 trabalhadores no Brasil. O número caiu em setembro para 99.820, o que aponta um corte de 2.496 empregos.

"Mais uma vez, o Itaú Unibanco trata com desrespeito os seus trabalhadores, porque é injustificável bater novo recorde de lucro e cortar empregos, o que comprova a imensa sobrecarga de trabalho nas unidades do banco, fruto da pressão das metas abusivas e do assédio moral", destaca Jair Alves, diretor da Contraf-CUT e um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.

"O banco está devendo a geração de empregos no Brasil, como aliás está fazendo no exterior. Não adianta fazer propaganda para dizer que pratica responsabilidade social e que é banco sustentável, se reduz postos de trabalho e não contribui para o desenvolvimento econômico e social do país", ressalta o dirigente sindical.

Mais números do balanço

No terceiro trimestre, o Itaú Unibanco teve lucro de R$ 3,807 bilhões. Na comparação com o segundo trimestre, houve alta de 5,6%. Em 12 meses, o resultado cresceu 25%. A carteira de crédito, que cresceu 22,7% em 12 meses, teve expansão de 6,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano.

O Itaú também divulgou também lucro recorrente de R$ 3,940 bilhões no terceiro trimestre. A diferença entre este ganho e o resultado contábil se deve a provisões para ações judiciais questionando reajustes de planos econômicos e avaliação do investimento mantido pelo Itaú no Banco Português de Investimento pelo valor de mercado de suas ações em 30 de setembro de 2011.

No final de setembro, a carteira de crédito do Itaú Unibanco, incluindo avais e fianças, era de R$ 382,236 bilhões, um incremento de 22,8% em 12 meses.

O nível de inadimplência da carteira, medida pelo saldo de operações vencidas com prazo superior a 90 dias, foi de 4,7%, contra 4,5% no trimestre anterior e 4,2% em igual período de 2010.

As despesas da companhia com provisões para perdas esperadas com calotes somaram R$ 4,972 bilhões no trimestre, menos que os R$ 5,1 bilhões do trimestre imediatamente anterior, mas superior aos R$ 4,01 bilhões em igual etapa do ano passado.

Lucro recorde

O resultado superou o lucro do próprio Itaú Unibanco registrado em 2010: R$ 9,433 bilhões. Em terceiro lugar, aparece o ganho de R$ 8,30 bilhões do Bradesco, em 2011.

Entre os dez maiores lucros para o período, quatro são do Itaú Unibanco, três do Bradesco, dois do Banco do Brasil e um do Santander, de acordo com o levantamento da Economática.

Veja os maiores lucros, de janeiro a setembro, na história dos bancos brasileiros:
Posição         Banco            Lucro líquido (em bi R$)         Ano

      1           Itaú Unibanco                 10,940                         2011

      2           Itaú Unibanco                    9,433                        2010

      3           Bradesco                          8,303                        2011

      4           Banco do Brasil                 7,701                        2010

      5           Bradesco                          7,035                         2010

      6          Itaú Unibanco                     6,854                         2009

      7          Itaú Unibanco                     6,444                         2007

      8          Bradesco                           6,015                         2008

      9          Banco do Brasil                  5,992                         2009

     10         Santander                           5,953                         2011

Fonte: Economática

Fonte: Contraf-CUT com UOL Economia e Itaú
13º salário não 'repõe' na economia dinheiro que juro da dívida tira
São R$ 118 bilhões para 78 milhões de brasileiros e pelo menos R$ 128 bilhões para especuladores e banqueiros

Escrito por: André Barrocal/Carta Maior 01/11/2011

Pagamento de salário extra a trabalhadores com carteira assinada será de R$ 118 bilhões este ano. Segundo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconomicos (Dieese), 78 milhões de brasileiros vão ser beneficiados. Já o pagamento de juros da dívida vai retirar ao menos R$ 128 bilhões da economia. Até setembro, superávit primário já soma R$ 104 bilhões.

BRASÍLIA – A economia brasileira receberá uma injeção de R$ 118 bilhões neste ano, dos quais 70% concentrados em novembro e dezembro, graças ao pagamento de décimo terceiro salário aos trabalhadores.

O valor é insuficiente para compensar o "mundo real' pelo que o Estado (governo federal, estados e prefeituras) vai recolher da sociedade na forma de tributos em 2011 e não vai devolver, pois usará o dinheiro para pagar juros da dívida ao “mercado” (R$ 128 bilhões).

O impacto do salário extra na economia foi calculado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e consta de pesquisa divulgada nesta terça feira (1). Já o superávit primário é de conhecimento antigo - está expresso em lei federal do ano passado.

O Dieese faz a conta a partir de dois bancos de dados do ministério do Trabalho – o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o Relatório Anual de Informações Sociais (Rais). As duas bases só lidam com trabalhadores com carteira assinada, por isso, a estimativa da entidade é incompleta – não considera o mercado de trabalho informal.

A projeção do Dieese representa uma alta de 16% em relação ao despejo de recursos na economia pelo décimo terceiro em 2010. Isso acontece porque aumentaram o valor do salário mínimo (cerca de 6%, de R$ 510 para R$ 545) e, também, a quantidade de brasileiros com carteira assinada – este ano já foram gerados duas milhões de vagas do tipo CLT, o que elevou o estoque total em 5%.

Pelos cálculos do Dieese, o salário extra vai beneficiar 78 milhões de pessoas este ano, 5% a mais do que em 2010. A entidade calcula ainda que o adicional terá peso de 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas que a economia produz ao longo do ano. O pagamento de juros equivale a pouco mais de 3% do PIB.

De janeiro a setembro, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nessa segunda (31/10), o superávit primário atingiu R$ 104 bilhões, 3,5% do PIB.
Ostentação e egoísmo: 39% da riqueza nas mãos de 0,4% da população
A acumulação de riquezas nas mãos de cada vez menos pessoas tem se acentuado. Estados Unidos e Europa, que passam por uma crise econômica persistente, em flagrante e revoltoso contraste, possuem dois terços dos milionários do planeta.

O mundo testemunha uma dramática piora dos indicadores sociais nos países ricos. Os mais pobres perdem oportunidades e suas economias, mas alguns poucos continuam enriquecendo, aproveitando a "chance de lucrar", torcendo, inescrupulosamente, por recessão global e ganhando sobre o desespero da esmagadora maioria da população.

Movimentos como o Occupy Wall Street denunciam a jogatina do sistema financeiro, a ganância absurda dos bancos e sua ética da acumulação de riquezas desenfreada e egoísta, sem enfrentar a regulação por parte dos mecanismos de controle de capital dos estados, a despeito da crise porque passam milhões de pessoas que perdem suas casas, seus empregos e suas vidas.

No Rio de Janeiro um grupo de aproximadamente 150 pessoas, do Ocupa Rio, tomou a praça da Cinelândia no Rio de Janeiro no sábado dia 15 de outubro e fizeram nova ocupação no sábado, dia 22, para conscientizar a sociedade contra esta desigualdade que maltrata a humanidade.

Pois bem, o total de riqueza acumulada pelas pessoas do ranking que ilustra esta postagem é quase do tamanho de toda a riqueza da Colômbia, um país com 46 milhões de habitantes!

Vivemos em um mundo desregulado, ainda norteado pela ostentação e egoísmo da riqueza absurda para pouquíssimos, em 2010 a FAO estimou em mais de 1 bilhão de pessoas passando fome e os países ricos e a ONU viram as costas para esta dura realidade.

Milionários controlam 39% da riqueza global

Fortuna dos milionários, que são menos de 1% da população, cresceu duas vezes a riqueza do mundo; em 2010, mais ricos detinham 35% do total.

Os milionários e bilionários passaram a controlar 38,5% da riqueza mundial, de acordo com o Relatório da Riqueza Global, publicado pelo banco Credit Suisse. A fortuna das 29,7 milhões de pessoas que têm mais de US$ 1 milhão (R$ 1,77 milhão) - menos de 1% da população mundial - alcançou US$ 89 trilhões (R$ 157,5 trilhões) ou US$ 20 trilhões a mais do que no ano passado. Em 2010, os milionários eram donos de 35,6% da riqueza mundial.

A fortuna dos milionários cresceu 29% - percentual duas vezes maior do que a riqueza do mundo como um todo, que agora soma US$ 231 trilhões (R$ 409 trilhões). Existem hoje 84.700 pessoas que têm mais de US$ 50 milhões, sendo que 35.400 moram nos EUA. Há 29 mil pessoas com mais de US$ 100 milhões e apenas 2.700 com mais de US$ 500 milhões.

A Europa ultrapassou a América do Norte e é lar de 37,2% dos milionários do mundo em comparação aos 37% do continente americano. O Japão concentra 3,1 milhão de milionários (11% do total), seguido por China e Austrália, cada um com 1 milhão. Em termos de países, Suíça, Austrália e Noruega são as três nações mais ricas do mundo; na Ásia, tem-se também Cingapura.

Nos próximos cinco anos, a riqueza mundial deverá aumentar em 50% a US$ 345 trilhões. Os mercados emergentes devem ter mais milionários nos próximos anos. A China já conta com um milhão de milionários. A riqueza na Índia e no Brasil devem mais do que dobrar.

Seg, 31 de Outubro de 2011 - 23:03h

(Fonte: iG)
CASA DE FERREIRO

Trabalhadores de sindicato dos metalúrgicos entram em greve contra a própria entidade. Publicada no Globo em 29/10/2011 às 10h33mHenrique Gomes Batista (henrique.batista@oglobo.com.br) RIO

Depois de organizar neste ano cerca de 35 greves e manifestações, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (SP) e região, que representa 45 mil trabalhadores, vive uma situação inusitada: entrou em greve. Não, a greve não é dos metalúrgicos, mas sim dos próprios funcionários do sindicato. Parte dos 60 trabalhadores da entidade decidiu cruzar os braços contra o que consideram uma atitude de desrespeito pela diretoria do sindicato: forçar a troca da data-base da categoria de setembro para novembro. - Na verdade essa proposta de alteração da data-base apenas foi um estopim para a intransigência do sindicato. Eles não aceitam negociar ou discutir isso, e chegam com este pedido que já foi negado duas vezes em assembleia - afirmou Eliane Mendonça, da comissão dos trabalhadores. Ela lembrou que o problema nem é o índice de reajuste proposto, de 10%, mas que são contrários à mudança da data-base por considerar que a situação ficará pior para os trabalhadores. Eliane lembra que, mesmo com a data-base no dia 1º de setembro, as negociações só começaram 56 dias depois. Se mudar para novembro, argumenta, o acordo não sairá antes do ano novo. Ela afirmou que estranha a atitude da direção do sindicato - filiado à combativa Central Sindical e Popular ( CSP-Conlutas), entidade ligada ao PSTU - por sua postura. A representante dos trabalhadores diz ainda que os dirigentes da entidade chegaram a contratar novos funcionários para atuar na função dos grevistas, o que é proibido pela Constituição. A versão da diretoria do sindicato é outra. Segundo Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha, secretário-geral da entidade, não está ocorrendo uma greve, mas sim um "boicote", que enfraquece as lutas sindicais. Ele afirma que apenas metade dos trabalhadores do sindicato aderiram ao movimento e que não contratou ninguém para as funções, mas que mantém o sindicato funcionando graças á atuação dos próprios dirigentes sindicais: - A mudança da data-base é algo relevante, pois setembro também é a data-base dos metalúrgicos e precisamos estar focados. Além disso, em novembro o sindicato possui mais recursos em caixa - diz o dirigente, que espera que tudo acabe logo. Essa manifestação ocorre enquanto o sindicato está em plena campanha salarial dos metalúrgicos do setor aeroespacial - a Embraer fica sediada na cidade - e na mesma semana em que a atuação do sindicato foi fundamental para que os vereadores de São José dos Campos voltassem atrás e trocassem um aumento salarial dos próprios salários de 50% para outro de 20%. Na cidade, o comentário geral é que, no caso da greve dentro do sindicato, vale a máxima: "em casa de ferreiro, espeto de pau".

Comissão de Funcionários
do Sind-Justiça

Ricardo Pinheiro