sexta-feira, 9 de março de 2012

Bancários do Mercantil do Brasil voltam a cobrar soluções de pendências

Com o intuito de reforçar as cobranças de solução para várias pendências do interesse dos funcionários, os representantes dos bancários reuniram-se novamente, na quarta-feira 7, em Belo Horizonte com representantes do Banco Mercantil do Brasil.

Os trabalhadores foram representados na reunião por Miguel Pereira, secretário de Organização do Ramo Financeiro da Contraf-CUT, Marco Aurélio Alves e Vanderci Antônio da Silva, diretores do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte, Marlene Miranda, diretora da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, e Sérgio Cunha (Marola), diretor do Sindicato dos Bancários de Patos de Minas.

Durante a reunião foram discutidos os seguintes temas:

PLR

A reunião foi iniciada com os representantes dos trabalhadores criticando o modelo de PLR própria do Mercantil do Brasil 2011 que teve o pagamento impactado negativamente por conta do não cumprimento do indicador Despesas Administrativas. Os bancários questionaram que os critérios para redução de despesas são inalcançáveis e exigiram mudanças profundas neste quesito.

Os sindicalistas admitiram que o não-cumprimento do critério Despesas Administrativas foi motivado, principalmente, pelo indicador alugueis e confirmaram a retirada do quesito no modelo de PLR própria de 2012. O banco se comprometeu a enviar a minuta do programa na primeira quinzena do presente mês para análise dos Sindicatos.

Plano de saúde

Os representantes dos trabalhadores exigiram do banco a inclusão do cônjuge e agregados no plano de saúde sem ônus para o bancário. Os Representantes do banco alegaram que a reivindicação acarretaria em despesas de mais de R$ 500 mil mensais à empresa o que, por hora, inviabilizaria o pleito. Os representantes dos trabalhadores lembraram que, antes de ser um custo a inclusão do cônjuge sem ônus para o bancário é um investimento no ser humano e que ainda irão lutar para o obtenção do benefício.

Segurança bancária

Os dirigentes sindicais cobraram do banco solução em relação a falta de segurança durante a alimentação das máquinas de auto-atendimento nas agências pela frente. Os representantes do banco informaram que a reivindicação já está sendo analisada pelo Departamento de Segurança da Empresa e que irá se pronunciar no próximo encontro.

Falta de contratação de funcionários para função de Caixa nas agências

Os sindicalistas encaminharam denúncia de falta de contratação de funcionários exclusivos para a função de Caixa nas agências, o que está sobrecarregando os demais Trabalhadores que são obrigados a realizarem indevidamente a função. Os representantes dos trabalhadores exigiram o fim da extrapolação da jornada nas agências e a contratação de mais funcionários para dirimir o problema. Os representes do banco alegaram desconhecer a demanda mas se prontificaram a regularizá-la caso encontrem agências nesta situação.

O diretor do Sindicato de BH, Marco Aurélio Alves, lembra que os representantes dos funcionários já tinham apontado falhas na PLR e exigido mudanças do banco para torná-la mais justa e igualitária. "Vamos continuar pressionando para que o banco atenda as reivindicações dos funcionários, não só em relação a PLR, mas também quanto a valorização dos funcionários, oportunidades de ascensão na carreira e melhores salários", afirmou.

Fonte: Seeb BH
Contraf-CUT apoia Chapa 1 - Cuidando da Cassi nas eleições de abril
Entre os dias 2 e 13 de abril, os associados da Cassi participarão da eleição de novos diretores e conselheiros do plano de saúde dos funcionários do Banco do Brasil. A Contraf-CUT apoia a Chapa 1 - Cuidando da Cassi, encabeçada por Mirian Fochi, candidata a Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes e hoje secretária de Assuntos Jurídicos da confederação.

"A Chapa 1 é a mais representativa, reunindo funcionários da ativa e aposentados de todas as regiões do país. São pessoas com um histórico de luta em defesa dos interesses dos associados, em conjunto com o movimento sindical", afirma Marcel Barros, secretário geral da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil.

"Hoje, diversos interesses procuram desviar a Cassi de seus objetivos, defendendo a associação com empresas do mercado e outras medidas que podem por a perder tudo que os bancários conquistaram no plano. Os membros da Chapa 1 são as pessoas mais indicadas para defender os bancários nesse momento complexo", avalia.

Conheça os membros da Chapa 1 - Cuidando da Cassi:

Mirian Fochi - Diretora de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes
É Conselheira Deliberativa eleita da Previ, com mandato até maio de 2012. Tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV. Graduada em Turismo. Conselheira certificada pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC); tem certificação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Programa Institucional para Igualdade de Gênero e Raça; certificada como Conselheira em Direitos Humanos com ênfase nos Direitos da Mulher pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Foi diretora do Sindicato de Brasília, integrou a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Atualmente é Secretária de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT .

Conselho Deliberativo
Antonio Cladir Tremarin - Titular
José Adriano Soares - Titular
Milton dos Santos (Miltinho) - Suplente
Mário Fernando Engelke - Suplente

Conselho Fiscal
Carmelina P. dos Santos (Carminha) - Titular
João Antônio Maia Filho - Titular
Cláudio Gerstner - Suplente
José Eduardo Marinho - Suplente
Brasil lidera ranking com juros de cartão de crédito de até 238% ao ano
 O Brasil tem os maiores juros do mundo no cartão de crédito, mas poucos clientes pagam essas taxas - 81% das transações são consideradas à vista e 70% das compras parceladas são sem o pagamento de juros.

Os dados fazem parte de estudo da consultoria britânica Lafferty, que aponta o Brasil como um dos poucos países no mundo em que o cartão de crédito é mais utilizado como um meio de pagamento do que de financiamento do consumo.

Com os juros do cartão batendo 238,3% ao ano, segundo a Anefac, só 29% do valor das faturas não são pagas no vencimento e acabam submetidas as taxas do crédito rotativo, segundo a consultoria.

Isso faz do brasileiro um dos consumidores menos pendurados no cartão de crédito. Nos EUA, cartão de crédito é praticamente sinônimo de rotativo. No México, o rotativo chegou a 84% das faturas durante a crise de 2009 e caiu para 73% em 2011.

Para a consultoria, "benefícios generosos" como o parcelamento de até 12 vezes sem juros e prazo de até 40 dias entre a compra e o pagamento da fatura - o "melhor dia" para a compra - explicam por que o cartão de crédito mais do que se universalizou no país. Para cada 100 brasileiros, havia 114 cartões de crédito no final de 2011.

"As compras parceladas sem juros fomentam as vendas do varejo. O crédito rotativo é usado para emergência", disse Marcelo Noronha, diretor da Abecs (associação das empresas de cartão).

"A consequência desse modelo de negócio pouco usual no Brasil é a taxa alta de juros do crédito rotativo", diz a Lafferty.

Resistente a crises, o modelo brasileiro de compra parcelada sem juros foi testado na Argentina, na Colômbia e no México. O sucesso, porém, foi limitado a promoções para vender TVs e carros. Para o banco, a conta não fechava devido ao juro baixo e às poucas tarifas do cartão.

No Brasil, os custos do parcelamento sem juros são bancados pelo consumidor e pelos lojistas por meio de tarifas como anualidade e do processamento das transações - 2,5% do valor fica para a empresa de cartões.

Segundo as entidades de defesa do consumidor, o lojista "embute" no preço o custo do parcelamento sem juro.


Fonte: Contraf-UT com Folha de S.Paulo

segunda-feira, 5 de março de 2012

Jornada de 6 horas, NR 254 e PSO marcam negociação com o BB
A Contraf-CUT, federações e sindicatos retomaram na quinta-feira 1º de março, em Brasília, a mesa de negociações permanentes com o Banco do Brasil. Na pauta da reunião, o cumprimento da jornada de 6 horas, o VCPI de egressos de bancos incorporados, a Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde) e a implantação do projeto de PSO (Plataforma de Suporte Operacional).

A Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco) voltou a cobrar do BB a apresentação de uma proposta concreta para debate sobre a jornada legal de 6 horas, uma vez que, em tese, o banco possui um estudo sobre o assunto. Os representantes do banco responderam, porém, não haver nenhuma decisão da diretoria para que a questão possa ser apresentada ao movimento sindical e que, portanto, não teria o que negociar neste momento.

A Comissão de Empresa ponderou que qualquer decisão do BB envolvendo essa demanda deverá ser informada antecipadamente ao movimento sindical, de modo que possa haver o debate na base entre os trabalhadores, que, assim, poderão se posicionar sobre eventuais propostas a serem implantadas pela empresa.

"Diante da falta de posicionamento do BB, é necessário que todos os trabalhadores participem das atividades convocadas para o dia 7 de março, para mostrar sua insatisfação com a inércia do banco em resolver um assunto tão sério, que estabelece um parâmetro de legalidade na relação do banco com os funcionários", destacou Eduardo Araújo, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários e diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília.

"O BB se negou a negociar jornada de 6 horas durante a Campanha Nacional de 2011, afirmando que daria uma solução rapidamente para o tema, ao menos parcial. Isso gerou uma onda de boatos, trazendo insegurança para os bancários, o que devemos transformar em mobilização que force o BB a cumprir sua palavra, antes da próxima campanha salarial", complementou Araújo.

NR 254

Tão importante quanto o tema das 6 horas, a Contraf-CUT apresentou reivindicação por escrito ao BB para que aprove na próxima reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, marcada para março, a adequação das normas da Caixa de Assistência à nova regulamentação prevista pela Resolução Normativa 254 da ANS (Agência Nacional de Saúde).

"Não há motivos concretos para que o banco não adira a essa resolução, uma vez que a Cassi já tem coberturas superiores às mínimas previstas pela agência reguladora. Caso a Cassi não adira, os novos funcionários do BB serão atendidos por que plano de saúde?", questiona Araújo.

Pela norma, os planos de saúde que não aceitarem se adaptar poderão continuar a existir, mas não poderão mais aceitar nenhum novo associado a partir de 4/8/2012, conforme prevê o artigo 27 da resolução.

O banco ficou de se pronunciar posteriormente sobre o assunto.

VCPI

Quando da adesão ao regulamento do BB pelos funcionários egressos dos bancos incorporados, em especial os funcionários do antigo BNC, as verbas salariais foram redistribuídas para adequarem-se ao PCS/PCR da empresa. Desde o início, o movimento sindical reivindicou o desmembramento da verba VCPI, por ela misturar verbas relativas a salários com verbas pessoais.

Em negociações no ano passado, o banco sinalizou que não faria o desmembramento em virtude de problemas técnicos, mas que a verba sofreria reajuste baseado no percentual dos interstícios previstos no PCR, fato que deve ocorrer na folha de março de 2012. Mas até o presente momento o banco não confirmou o negociado.

Na negociação desta quinta-feira, um representante do BB disse que irá consultar a Dipes acerca dessa situação e informará a Contraf-CUT num próximo encontro que trate especificamente do plano de cargos do banco.

PSO

O representante da Dinop na negociação fez uma apresentação da retomada do projeto PSO. Informou que o projeto vai ser implantado em 89 municípios, com mais de cinco agências, num total de 101 plataformas, abrangendo mais de 1.500 agências.

A previsão é de que todo o processo de implantação termine em julho, sendo que em março o projeto será concluído nos municípios abrangidos pelo projeto-piloto. Fruto dessa implantação, serão criadas, segundo o banco, 393 novas oportunidades de comissionamento na rede.

Logo após a apresentação, foi feito um debate sobre os pontos relacionados a direitos do trabalhador e condições de trabalho. Consoante deliberação do 22º Congresso Nacional dos Funcionários, o movimento sindical tem preocupações com mais esta reestruturação no processo produtivo do banco, que causa apreensão nos funcionários realocados para o setor.

As principais preocupações estão relacionadas à dotação e nomeação dos caixas executivos e dos gerentes de serviços, ao processo de avaliação de desempenho a distância, ao eventual rodízio ou à flutuação entre as dependências, às substituições/desvios de função, ao sistema de monitoramento da fila (GAT) e à representação sindical nos locais de trabalho, entre outras.

O movimento sindical denunciou que alguns locais estão descumprindo o previsto no projeto, em especial no que diz respeito à utilização de cartão nível 3 por todos os caixas e ao não pagamento de horas extras, e reivindicou que, para tornar mais atrativo para os funcionários o encarreiramento nessas plataformas, são indispensáveis a valorização salarial dos gerentes de serviços e o reconhecimento do caixa executivo como comissionado com VR compatível com outros bancos públicos.

Calendário

Ainda estão previstas mais duas reuniões da mesa permanente de negociação para o mês de março para apresentação pelo BB do novo sinergia e a discussão sobre a implantação do Banco Postal.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb DF
HSBC obtém lucro mundial de US$ 16,8 bilhões, e frustra seus funcionários

Mesmo apresentando um lucro mundial liquido de US$ 16,797 bilhões em 2011, os seus funcionários tiveram mais uma grande frustração por parte do banco, que ao pagar a segunda parcela da PLR e os pagamentos dos programas próprios (PPR/PSV), foi efetuado o desconto do PPR/PSV sobre os valores da PLR, deixando os seus funcionários insatisfeitos com essa medida cometida pelo banco inglês. A Unidade Bancária do RN-CUT assim como os demais sindicatos cutistas se sentem indignados com esse absurdo, são vários os protestos realizados pelos sindicatos cutistas em todo país, que tem na participação dos funcionários a demonstração de revolta com essa injustiça aplicada pelo HSBC. Mesmo com a redução do quadro de funcionários as metas exigidas para conseguir os valores prometidos ano após ano, em que tem de pontuar em 86 itens individuais, em proporções quase sempre impossíveis de serem alcançadas. Entre os itens está, por exemplo, a concessão de empréstimos, cujas regras, contraditoriamente, foram enrijecidas pelo próprio banco por conta da crise internacional. Queremos a abertura do diálogo, que os valores da segunda parcela da PLR sejam somadas com a do PPR/PSV. Apesar de muitos funcionários darem de tudo para que as metas sejam atingidas, a maioria dos bancários não recebem nada do programa próprio, apenas o da negociação nacional, o com é de lamentar a atitude do banco.                                                                                                                            
Não vamos aceitar os argumentos colocado pelo banco, exigimos que as negociações venha a ser com as entidades sindicais e não mais pela comissão interna de funcionários.
Bancos assumem pela primeira vez ranking de reclamações do Idec

Os bancos conseguiram um feito histórico em 2011 ao encerrar o ano na liderança do ranking de reclamações do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) pela primeira vez desde que a listagem começou a ser divulgada, há doze anos. O setor conseguiu a proeza de desbancar os planos de saúde, que dominavam desde a primeira listagem.

Sozinhas, as instituições financeiras responderam por 16,64% dos mais de 16 mil atendimentos realizados pelo Idec no período, percentual que os levou da terceira posição de 2010 para a liderança do ranking divulgado na quinta-feira 1º. Entre as reclamações e dúvidas mais recorrentes: cobrança indevida, débito não autorizado, taxa de juros, renegociação de dívidas e venda casada de produtos financeiros.

"Vemos com tristeza esses números, mas não nos surpreendemos porque conhecemos o dia a dia dos bancos. Falta de funcionários nas agências e nos departamentos, metas de vendas absurdas, rotatividade e crescimento exponencial da terceirização e dos correspondentes bancários levam à queda na qualidade do atendimento que não condiz com a astronômica lucratividade do setor", afirma a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

"Com essa postura, os bancos não devolvem praticamente nada para a sociedade do tanto que tiram na cobrança de tarifas altíssimas e juros para lá de abusivos. O ranking do Idec nada mais é que a ilustração desse quadro em números", completa.

As queixas contra planos de saúde representaram 16,02% do total. Em terceiro lugar ficaram as reclamações contra produtos, com 14,32%, e, em quarto, as telecomunicações, com 12,93%.

Banco Central

Não é só no Idec que as reclamações contra bancos está crescendo rápido. No Banco Central, o total de queixas procedentes subiu nada menos do que 43% entre janeiro de 2010 e janeiro de 2011, o dado mais recente disponível. Só de dezembro do ano passado para o primeiro mês deste ano, o aumento foi de 12%.


Fonte: Contraf-CUT com Seeb São Paulo
, Miguel Pereira.
Contraf-CUT retoma negociação com Mercantil do Brasil no dia 7

Escrito por: Contraf-CUT

A Contraf-CUT, federações e sindicatos realizam na próxima quarta-feira, dia 7 de março, às 13h30, nova rodada de negociação com o Mercantil do Brasil, em Belo Horizonte. Na pauta estão: PLR, Segurança Bancária, Plano de Saúde e Auxílio Educacional.

O ponto de destaque, afirma Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e coordenador da Comissão de Organização dos Funcionários (COE) do Mercantil do Brasil, é a questão da PLR e do programa próprio de remuneração. "O programa precisa ser modificado para que se torne mais justo com os bancários. O movimento sindical vai pressionar para isso", afirma o dirigente sindical.

Outro destaque feito por Marco Aurélio é sobre o Plano de Saúde. "Nossa luta é que o cônjuge do funcionário seja incluído ao plano sem qualquer ônus", reivindica o coordenador da COE.
"Sabemos dos desafios que temos nas negociações com o banco, por isso queremos fortalecer estas mesas ao longo de todo o ano, de modo a ter um canal aberto e contínuo de diálogo", avalia Marco Aurélio.

A negociação será coordenada pela Contraf-CUT, com a participação do secretário de Organização do Ramo Financeiro, Miguel Pereira.
TST manda BB indenizar funcionário com distúrbios mentais após assaltos
A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) e negou provimento a recurso do Banco do Brasil, pelo qual a instituição pretendia se eximir do pagamento de indenização a um bancário que, após sucessivos assaltos ocorridos nas dependências da empresa, desenvolveu distúrbios psíquicos.

O Tribunal Regional, com base na documentação comprobatória dos distúrbios psíquicos do empregado, incluindo-se atestados expedidos por psiquiatras, documentos do INSS atestando sua incapacidade para o trabalho e declaração de internamentos em hospitais psiquiátricos, considerou inconteste a responsabilidade do banco.

No entender do Regional, houve nexo de causalidade entre as atividades desempenhadas e os problemas sofridos pelo bancário, que, ao ser assaltado, foi vítima de espancamento, ficou sob a mira dos assaltantes com uma arma encostada na cabeça e foi forçado a abrir o cofre e os terminais de autoatendimento.

O banco defendeu-se sob o argumento de que não houve ligação entre o acidente e os distúrbios psicológicos que acometeram o empregado, porque tais distúrbios somente se manifestaram quase um ano depois dos assaltos. Desse modo, interpôs recurso de revista ao TST alegando inaplicabilidade da teoria da responsabilidade objetiva, adotada pelo Regional, e requerendo a exclusão da condenação da indenização por danos morais no valor de R$ 300 mil, deferida em primeira instância com base no parágrafo único do artigo 927 do Código Civil.

Na Sétima Turma do TST, o ministro Pedro Paulo Manus, relator do acórdão, observou que a teoria da responsabilidade objetiva pode ser aplicada quando a atividade desenvolvida pelo empregador causar ao trabalhador um ônus maior do que aquele imposto aos demais membros da coletividade.

Ele aduziu ainda o fato de que mesmo que a empresa esteja empenhada em erradicar os riscos, adotando medidas de segurança, permanecem os efeitos nocivos do trabalho, que podem ser atenuados, mas não eliminados, principalmente levando-se em conta o alto índice de violência urbana. No caso, o empregado foi vítima de três assaltos, dois deles num mesmo ano, em 2004.

Pedro Paulo Manus salientou que a decisão regional deu o exato enquadramento dos fatos ao disposto nos artigos 2º da CLT, 927, parágrafo único, do Código Civil e 5º, inciso X, da Constituição Federal, combinados com o artigo 7º, inciso XXVIII, da Constituição, pois a atividade normal da empresa oferecia risco à integridade física de seus empregados em face do contato com expressivas quantias de dinheiro, o que atrai a ação de assaltantes com frequência.

A decisão da Turma foi unânime, com ressalva de fundamentação do ministro presidente, Ives Gandra Martins Filho.


Fonte: TST

quinta-feira, 1 de março de 2012

Contraf-CUT lamenta escândalos no BB e exige que banco retome caráter público

Segundo o secretário de Formação da Contraf, instituição tem atuado com foco nos gestores dos altos cargos.

Escrito por: Contraf-CUT

A Contraf-CUT lamenta os últimos episódios que tomaram conta do noticiário nacional envolvendo a diretoria do Banco do Brasil em escândalos de provável quebra de sigilo de clientes e ex-funcionários do banco.

"Não é isso que se espera de um banco, sobretudo de um banco público. A maior preocupação da Contraf-CUT é que o BB tem feito uma administração nos últimos anos com foco nos gestores dos altos cargos, com altos salários, que se cacifam e deixam o banco para atuar no mercado financeiro. A cúpula está focada em si mesma", critica o secretário de Formação da Contraf-CUT e funcionário do banco, William Mendes.

Sem contar, ressalta o dirigente da Contraf-CUT, que o BB tem liderado os rankings de instituições que recebem reclamações de clientes, como o Procon, por práticas bancárias irregulares, como fornecimento de crédito sem assinatura de cliente, abertura de contas bancárias sem autorização e pela prática da venda casada. "E mais, vem crescendo o passivo trabalhista do banco, por não respeitar leis trabalhistas como, por exemplo, a jornada dos bancários de seis horas", afirma William.

O BB precisa corrigir seu foco equivocado de gestão e assumir seu papel de banco público, avalia William. "O papel do BB é contribuir com o desenvolvimento sustentável da economia, com distribuição de renda. O seu foco deve ser social, fomentar crédito para produção, atuar como balizador do spread e das tarifas bancárias, ajudando os pequenos e médios produtores", ressalta o dirigente da Contraf-CUT.
"Não é de hoje que o movimento sindical tem denunciado o desvio de foco do BB. Se por um lado, não vemos o banco aumentar o crédito produtivo, ser o indutor no mercado de redução de spread e tarifa e ser o banco de menor passivo trabalhista; por outro, vemos o banco vez por outra envolvido em denúncias de irregularidades, gestores saindo da empresa e levando toda a expertise para o mercado. Isso vem acontecendo desde 2007, quando o BB gastou R$ 1 bilhão em um programa de afastamento, perdendo 7 mil gestores de alto escalão. Esperamos que o governo federal mude o foco do banco para um modelo social e ético que a sociedade precisa", avalia William.

Previ

Enquanto a alta cúpula do BB vem dando maus exemplos de gestão pública, a gestão paritária da Previ prova que onde há a participação dos trabalhadores a gestão ganha qualidade. "A Previ se tornou o maior e mais sólido fundo de pensão da América Latina e isso é resultado da gestão paritária, em vigor desde 1990. Independentemente dos presidentes que passam pela Previ, a participação contínua dos trabalhadores não permite que ela saia do seu foco", avalia William.