sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Assalariados pagam mais Imposto de Renda do que bancos, diz Sindifisco

As distorções tributárias do País prejudicam a classe média, que contribui com mais impostos do que os bancos. Análise feita pelo Sindicato Nacional de Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), e confirmada por especialistas, indica que os trabalhadores pagaram o equivalente a 9,9% da arrecadação federal somente com o recolhimento de Imposto de Renda ao longo de um ano. As entidades financeiras arcaram com menos da metade disso (4,1%), com o pagamento de quatro tributos.

"Os dados mostram a opção equivocada do governo brasileiro de tributar a renda em vez da riqueza e do patrimônio", avalia João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). A face mais nítida desta escolha, segundo o especialista, é a retenção de imposto de renda na fonte, ou seja, no salário do trabalhador.

"São poucos os países que, como o Brasil, não deixam as empresas e as pessoas formarem riqueza," afirmou. "Todos os tributaristas entendem que não está correto, era preciso tributar quem tem mais."

O Sindifisco analisou a arrecadação de impostos federais no período de setembro de 2010 a agosto deste ano. Neste período, as pessoas físicas pagaram um total de R$ 87,6 bilhões em Imposto de Renda, incluídos os valores retidos na fonte como rendimentos do trabalho.

No mesmo período, o sistema financeiro gastou apenas R$ 36,3 bilhões com o pagamento de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), contribuição para o PIS/Pasep, Cofins e Imposto de Renda. Procuradas, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) não se pronunciaram.

Motivo

Especialistas se dividem sobre as razões para a manutenção do que chamam de distorção tributária. Segundo o advogado tributarista Robson Maia, doutor pela PUC de São Paulo e professor do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários, o Brasil precisa cobrar tributos equivalentes aos de outros países, para não perder investimentos.

Na avaliação de Olenike, do IBPT, a estrutura tributária tem relação com o poder de influência de bancos e instituições financeiras. "Se fosse em qualquer outro país, o governo já tinha caído, mas nós não temos essa vocação no Brasil, o povo é muito dócil e permite que o governo faça o que quer."

No seu estudo sobre benefícios fiscais ao capital, o Sindifisco defende mudanças na legislação para reduzir as distorções e permitir menor pagamento de imposto por trabalhadores e maior cobrança de grandes empresas e entidades financeiras. "Não basta o Estado bater recordes de arrecadação de Imposto sobre a Renda, pois quem sustenta essa estatística é a fatigada classe média."

Fonte: O Estado de S. Paulo
Depressão e estresse crescem e afastamentos por doenças mentais disparam
O mercado de trabalho tornou-se um foco de doenças como depressão e estresse. A tendência já se reflete em forte aumento no número de brasileiros afastados pelo INSS por esse tipo de problema de saúde.

As concessões de auxílio-doença acidentário para casos de transtornos mentais e comportamentais cresceram 19,6% no primeiro semestre de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento foi quatro vezes o da expansão no número total de novos afastamentos autorizados pelo INSS.

Nenhum outro grupo de doença provocou crescimento tão forte na quantidade de benefícios de auxílio-doença concedidos entre janeiro e junho deste ano.

"Há ondas de doenças de trabalho. A onda atual é a da saúde mental", diz Thiago Pavin, psicólogo do Fleury.

Existem dois tipos de auxílio-doença concedidos pelo INSS: os acidentários e os previdenciários.

O primeiro grupo, que representa uma fatia pequena (cerca de 16%) do total, inclui os casos em que o médico perito vê vínculo entre o problema de saúde e a atividade profissional do beneficiário. Quando essa ligação não é clara, o afastamento cai na categoria previdenciária.

Mudanças adotadas pelo Ministério da Previdência Social em 2007 facilitaram o diagnóstico de doenças causadas pelo ambiente de trabalho (leia texto abaixo).

Isso levou a um forte aumento nas concessões de benefícios acidentários para todos os tipos de doença em 2007 e 2008.

Os afastamentos provocados por casos de transtornos mentais e comportamentais, por exemplo, saltaram de apenas 612 em 2006 para 12.818 em 2008. Mas, depois desse ajuste inicial, tinham subido apenas 5% em 2009 e recuado 10% em 2010.

Por isso, a explosão ocorrida no primeiro semestre deste ano acendeu uma luz amarela no governo.

RITMO DA ECONOMIA

Segundo Remígio Todeschini, diretor de Saúde e Segurança Ocupacional da Previdência Social, o crescimento econômico mais forte nos últimos anos e o surgimento de tecnologias mais avançadas de comunicação são algumas das causas da expansão recente.

"O ritmo de atividade econômica mais intenso acaba exigindo mais dos trabalhadores. Além disso, com o uso muito grande de ferramentas tecnológicas, o trabalho passou a exigir um envolvimento mental muito grande."

Para o pesquisador Wanderley Codo, o estudo mais profundo da relação entre saúde mental e trabalho ajuda a explicar o maior número de casos de afastamentos por doenças como depressão.

"O diagnóstico ficou muito mais preciso", diz Codo, que é coordenador do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB (Universidade de Brasília).

Especialistas ressaltam que os trabalhadores têm acesso atualmente a mais informações sobre os transtornos mentais e suas causas.

"Isso também ajuda a explicar o aumento nas concessões", diz Geilson Gomes de Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social.

Segundo Todeschini, o governo estuda a adoção de medidas para intensificar a fiscalização das condições de trabalho. Para ele, a maior ocorrência de doenças mentais está em vários setores.

Fonte: Folha de S.Paulo
Sindicato de Pernambuco comemora 80 anos nesta sexta e sábado

Os bancários e bancárias de Pernambuco estão de parabens, começaram nesta sexta-feira, dia 25, com um coquetel de lançamento do vídeo e da revista especial sobre os 80 anos do Sindicato dos Bancários de Pernambuco. A solenidade é aberta aos bancários e está marcada para 20h, na sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

"O objetivo das comemorações é resgatar a história do Sindicato e também festejar. Convidamos as bancárias e bancários para participarem dos eventos, pois a festa é de todos que ajudaram e ajudam a construir um Sindicato cada vez mais forte", comenta Jaqueline Mello, presidenta do Sindicato.

Neste sábado, dia 26, a programação começa logo cedo, com a disputa da grande finalíssima do Campeonato de Futebol dos Bancários de Pernambuco, a Copa 80 Anos. A partida entre Bradesco e Itaú será realizada às 10h30 no Clube de Campo do Sindicato (Estrada de Aldeia, Km 14,5). Antes, às 8h30, BB-Bradesco e Apcef disputam o terceiro lugar.

À noite, será realizada uma grande festa para os bancários, no Club Líbano Brasileiro (Av. Engenheiro Antônio de Góes, 62, Pina). A festa começa às 21h, com a entrega dos troféus e premiações da Copa 80 anos.

Após a solenidade de premiação, os bancários poderão se divertir e dançar ao som da orquestra Fascinação e do DJ. Durante o evento, o Sindicato vai sortear os prêmios para os bancários que fizeram o recadastramento. Entre as premiações estão uma moto zero quilômetro, uma TV LCD, tablets, iPods e netbooks.

A entrada da festa é franca e os convites, que valem para duas pessoas, devem ser retirados na sede do Sindicato.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 25 de novembro

- Coquetel de lançamento do vídeo e da revista especial sobre os 80 anos do Sindicato.
- Às 20h, na sede do Sindicato (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife)

Sábado, 26 de novembro

- Final da Copa 80 Anos (8h30, no Clube de Campo - Estrada de Aldeia, Km 14,5)
- Festa dos 80 anos do Sindicato, às 21h, no Club Líbano Brasileiro (Av. Engenheiro Antônio de Góes, 62, Pina)

Fonte: Seec PE

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Negros recebem quase 40% menos por hora de trabalho, constata Dieese

Os negros - parcela da população que inclui pretos e pardos - recebem por hora, em média, 60,4% do pago às demais camadas populacionais. Essa é uma das conclusões do estudo divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A pesquisa Negros no Mercado de Trabalho da Região Metropolitana de São Paulo mostra que um negro ganha, em média, R$ 5,81 por hora trabalhada, contra R$ 9,62 pagos a outros trabalhadores.

O principal motivo dessa desigualdade, segundo o estudo, é que a inserção dos negros no mercado de trabalho ocorre principalmente nas ocupações menos especializadas e pior remuneradas. Em 2010, 10,8% da população negra economicamente ativa trabalhavam como empregados domésticos. Entre a população que se declara branca e amarela, essa proporção é 5,7%.

Na construção civil, estavam empregados 8,8% dos negros inseridos no mercado de trabalho e 5% dos não negros. Segundo o estudo, esses setores são exatamente aqueles em que predominam postos de trabalho com menos exigências de qualificação profissional, menor remuneração e relações de trabalho mais precárias. "Por isso, menos valorizados socialmente".

O serviço público absorve uma proporção maior de ocupados não negros (8,4%) do que de negros (6,2%). O fato de ser uma carreira que requer a aprovação em concurso público mostra, de acordo com a pesquisa, a falta de acesso dos negros ao ensino de qualidade.

A diferença também é grande no grupo que incluiu desde profissionais autônomos de nível universitário até donos de negócios familiares. O percentual de negros ocupados nessas atividades é 3,9%, contra 9% entre os não negros. "Dispor de riqueza acumulada que permita montar um negócio ou ter nível superior de escolaridade provavelmente são os fatores que explicam a exclusão de grande parte dos negros."

Fonte: Agência Brasil
CUT celebra Consciência Negra com oficina em Salvador neste sábado
Crédito: CUT

Em comemoração ao mês da Consciência Negra, a CUT promoveu neste em sábado (19) uma Oficina na cidade de Salvador, Bahia (Marazul Hotel - Av. Sete de Setembro, 3937 - Barra).

A atividade reuniu os secretários estaduais de Combate ao Racismo, sendo um espaço de socialização de experiências da militância cutista na luta pelo combate ao racismo e organização dos e das trabalhadoras nos sindicatos e na CUT, debatendo os desafios futuros.

Já no período da tarde, após a realização da Oficina, os dirigentes presentes se encaminharam até as Ruínas do Mercado de Escravos sob o Mercado Modelo, onde foi a Complementação Simbólica do lançamento da Cartilha: Igualdade Faz a Diferença, lançada pela secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, na Ilha de Gorée em Dacar, Senegal.

"Considerando que 2011 foi instituído pela Organização das Nações Unidas como Ano Internacional dos Afro-descendentes, o Brasil se preocupou em realizar um série de atividades oficiais e a CUT não podia perder a oportunidade de marcar sua participação no mês da consciência negra. Portanto no dia 19, pela manhã, nós estaremos realizando um Seminário em Salvador debatendo a questão racial no Brasil e o preconceito e na parte da tarde será feita a Complementação Simbólica do lançamento da Cartilha: Igualdade Faz a Diferença", explica Maria Júlia.

Programação:

10 horas - Abertura
Coordenação da mesa - Maria Júlia Reis Nogueira, Secretária Nacional de Combate ao Racismo
Presidente Nacional da CUT - Artur Henrique da Silva Santos
Secretária Nacional de Combate ao Racismo - Maria Júlia Reis Nogueira
Secretário Nacional de Formação - José Celestino Lourenço (Tino)
Presidente da CUT BA - Martiniano José Santos Costa
Secretário de Combate ao Racismo da CUT BA - Pedro Batista Barbosa Filho (Peu)
11 horas - Palestra:
Os Avanços e Desafios Representados pelo Ano Internacional dos Afro-Descendentes
As Contribuições para Superar o Racismo e as Desigualdades no Ano Internacional dos Afro-Descendentes
Palestrantes Convidados : Prof. Ramatis Jacino , escritor e pesquisador da história dos negros
Deputado Federal Luiz Alberto , do PT da Bahia
12 horas - Palestra
Os desafios futuros da luta contra a discriminação racial no mundo do trabalho e apresentação do questionário sobre raça a ser aplicado nos sindicatos- Maria Júlia Reis Nogueira
13 horas- Convocação para Marcha da Igualdade; informes e encerramento.
Sábado à tarde
Local: Ruínas do Mercado de Escravos sob o Mercado Modelo . Será a Complementação Simbólica do lançamento da Cartilha: IGUALDADE FAZ A DIFERENÇA feito pela Secr. Maria Júlia na Ilha de Gorée em Dacar, Senegal.

Fonte: CUT
Bancos brasileiros têm US$ 16,4 bilhões em títulos de países na zona do euro

Os bancos brasileiros têm US$ 16,4 bilhões em títulos públicos e privados dos países da zona do euro, diz relatório do BIS (BC dos BCs). São papéis que, além de risco cambial (tem valor nominal em euro), oscilam ao sabor do aumento da probabilidade de calote nas economias europeias.

Só com Portugal, Espanha e Itália, os bancos brasileiros tinham "a receber", respectivamente, US$ 1,542 bilhão, US$ 1,690 bilhão e US$ 525 milhões em junho deste ano, último dado do BIS.

Os três países fazem parte do grupo conhecido como Piigs (sigla para Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha), que tiveram explosão na percepção de risco e nas taxas pedidas pelo mercado para rolar suas dívidas.

Só na Itália, os juros do governo oscilaram de 4,82% para 7,48% apenas neste ano. Na Espanha, as taxas saltaram de 5,453% para 6,336%. O aumento de juros dos "títulos" costuma reduzir o valor nominal desses papéis, que só são vendidos no mercado com forte "deságio".

Com a Grécia, que terá calote de 50% de sua dívida, os bancos brasileiros têm só US$ 7 milhões. Somando todos os Piigs, os bancos do Brasil têm US$ 3,772 bilhões "a receber".

Esse montante, porém, é um fração de só 0,14% dos ativos totais dos bancos brasileiros - de R$ 4,024 trilhões (US$ 2,58 trilhões ao câmbio de junho), segundo o BC - e de 1,03% dos títulos públicos e privados nacionais em suas tesourarias - R$ 563 bilhões (US$ 360 bilhões).

Parte importante desses valores "a receber" com os países da zona do euro diz respeito a transações entre a filial brasileira e a matriz do espanhol Santander.

No balanço do trimestre, o Santander brasileiro informava que tinha emprestado R$ 2,519 bilhões (US$ 1,614 bilhão, no câmbio da época) à matriz, ao mesmo tempo em que devia R$ 1,256 bilhão (US$ 805 milhões) aos espanhóis.

DEPENDÊNCIA EUROPEIA

Segundo o BIS, a maior exposição dos bancos brasileiros na zona do euro é com Luxemburgo, paraíso fiscal e sede de empresas multinacionais, de US$ 2,460 bilhões.

Na Europa como um todo, a exposição dos bancos brasileiros chega a US$ 25,469 bilhões -superando a dos EUA, de US$ 24,523 bilhões.

A conta soma a exposição nos países do euro (US$ 16,4 bi) com as posições de Suíça (US$ 1,836 bilhão), Suécia (US$ 334 milhões) e Reino Unido (US$ 8,693 bilhões).

Para o economista Luiz Troster, especialista em bancos, a exposição das instituições brasileiras é irrelevante e só ocorre devido a interesses particulares ou de negócios de clientes na região.

"Não faz nenhum sentido para um banco brasileiro aplicar em títulos que no melhor cenário vai render 7%, enquanto pode comprar no Brasil títulos que rendem 11,5%", afirmou.

Fonte: Folha.com
Itália se compromete com corte de 300 mil empregos públicos e ampliação da idade para aposentador 
Da Agência Lusa

Brasília – A Itália se comprometeu a cortar 300 mil postos de trabalho no setor público até 2014 e irá acelerar o aumento já estipulado da idade mínima para pleitear aposentadoria, em uma carta enviada à Comissão Europeia, segundo noticiou a agência Dow Jones.

De acordo com a agência noticiosa, a carta onde estão incluídos estes e outros compromissos foi enviada pelo ministro das Finanças, Giulio Tremonti (prestes a sair do governo, após a demissão do primeiro-ministro Silvio Berlusconi), em resposta a várias inquietudes dos responsáveis europeus.

A carta explica que o governo tomou medidas nos últimos três anos que permitirão essa redução de 300 mil postos de trabalho na função pública e inclui ainda compromissos para agilizar o mercado de trabalho, deixando claro que que os sistemas de monitoração das despesas do Estado italiano já estão sendo aplicados nos principais ministérios.

Em relação às pensões, a carta explica que a idade legal de aposentadoria, na Itália, já é 65 anos para os homens, com essa mesma regra a ser extendida, a partir do próximo ano, para as mulheres no setor público, com o compromisso de aumentar rapidamente a idade mínima para as mulheres que trabalham no setor privado.

No entanto, a mesma carta aponta que a Itália introduziu um mecanismo que atrasa o recebimento efetivo desses benefícios entre 12 e 18 meses, prazo que pode ser alargado no futuro, se for necessário. Como resultado dessas medidas, a idade da aposentadoria, na Itália, está a caminho de ser maior que na Alemanha já em 2013 e será um ano superior em 2017.

A Itália aprovou, também, novas regras para limitar em 8% o máximo que a administração local pode pagar de juros das suas dívidas.

Fonte: Agencia Brasil
Matriz do Santander estuda vender 3% da filial brasileira e levantar R$ 1,58 bilhão

Toni Sciarreta
Folha de S.Paulo

Maior banco da zona do euro, o espanhol Santander poderá vender fatia de 3% de sua participação na filial brasileira, a de maior crescimento do grupo no mundo.

O Santander Brasil deu entrada, anteontem, na SEC (CVM dos EUA) com um pedido que prepara terreno para que empresas do grupo possam vender ADRs (recibos de ações brasileiras nos EUA) da unidade brasileira.

O pedido tem validade imediata e a venda pode ser feita em etapas desde que envolva um máximo de 310,8 milhões de papéis -R$ 4,2 bilhões ou 8% do capital.

Nesses 8%, já estão 5% que o banco havia se comprometido a vender ao Fundo Soberano do Qatar, que adquiriu títulos conversíveis em ações da unidade brasileira. Os 3% hoje valeriam R$ 1,58 bilhão.

O Santander espanhol tem hoje 81% da filial brasileira, enquanto o mercado tem pouco mais de 17%.

Se a venda for concretizada, os espanhóis ficarão com 73% e o banco atingirá, com dois anos de antecedência, a meta de ter 25% de seu capital pulverizado na Bolsa até outubro de 2014.

Em comunicado, o banco diz que o pedido enviado à SEC não significa que o banco esteja preparando oferta pública, mas que é obrigado a fazer esse tipo de solicitação por se tratar de negócio com empresas do grupo.

"Nenhum registro perante a CVM de oferta pública de valores mobiliários no Brasil foi solicitado", disse.

O Brasil responde por 20% dos ganhos do Santander no mundo. Depois da Espanha, a filial brasileira é hoje a que mais contribui com o lucro.

Os rumores da venda, alimentados pelo relatório de um analista de banco concorrente, reduziram em 4,6% o valor dos papéis na Bovespa.

Em 2009, o Santander Brasil levantou R$ 13,2 bilhões com oferta de ações. À época, foi a maior operação já feita no país e a maior parte dos recursos foi para financiar a expansão do banco.
Bancários voltam a paralisar Banpará diante do impasse na redação do acordo 
 Crédito: Seeb Pará

A direção do Banpará está irredutível e demonstra intransigência para a redação final do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2011/2012. O banco quer simplesmente retirar itens fundamentais, que fizeram com que os bancários e bancárias saíssem da greve no terceiro dia:

- reajuste de todas as comissões em novembro de 2011 (o que não havia previsão de entrar na cláusula do ACT, mas foi firmado como compromisso);
- reajuste na comissão dos tesoureiros, observado o nível de classificação da agência, em valores de R$1.532,00 a R$2.451,00, retroativo a setembro de 2011;
- reajuste de 12%, no piso, para todos os funcionários e com reflexo em todos os níveis da tabela do PCS; e
- eleição direta para todos os representantes de funcionários em todos os comitês, grupos, conselhos e similares no Banpará.

Em repúdio a essa postura do banco de querer retirar direitos dos trabalhadores no acordo, e também como forma de pressionar a empresa a cumprir o que foi garantido em mesa de negociação, o Sindicato dos Bancários do Pará e demais entidades começaram nesta sexta-feira (18) o calendário de paralisações nas agências aprovado ontem em assembleia realizada em Belém.

"O banco nos obriga a fazer isso, ao tratar com desrespeito os seus trabalhadores, o que não vamos permitir. O Banpará garantiu várias cláusulas importantes durante a Campanha Nacional e agora resolve voltar atrás. Por isso, vamos continuar com essas paralisações até a próxima quinta-feira em várias agências no Estado", afirma a diretora de Saúde do Sindicato e funcionária do Banpará, Érica Fabíola.

Na manhã desta sexta-feira, o atendimento ao público na agência Belém Centro, na Av. Presidente Vargas iniciou às 11h, ou seja, 1h depois do previsto. O mesmo deve acontecer, na próxima semana, nas agências Senador Lemos, Palácio, em Ananindeua e em Capanema, nordeste do Pará.

"Não deixaremos as conquistas que foram conquistadas numa forte greve irem por água abaixo. O Banpará tem que respeitar e valorizar seus trabalhadores, pois são eles que estão ali no dia-a-dia buscando novos clientes e aumentando os lucros da empresa; por isso merecem melhores condições de trabalho e de salários", destaca a diretora do Sindicato e funcionária do banco, Odinéa Gonçalves.

Fonte: Seeb Pará

Entidades lançam fórum em defesa de direitos ameaçados pela terceirização


Crédito: Agnaldo Azevedo

Ato de lançamento do fórum. No destaque, Miguel Pereira, da Contraf-CUT

Foi lançado na manhã desta quinta-feira (17), em Brasília, o Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela Terceirização. Com participação da CUT e da Contraf, o fórum visa articular os setores da sociedade na luta contra às tentativas de viabilizar a terceirização precarizando os direitos dos trabalhadores.

O fórum reúne representantes das Universidades de Campinas (Cesit/Unicamp e IFCH/Unicamp), Federal de Minas Gerais e Federal da Bahia, do Dieese, da CUT, da CTB da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) e da Associação Latino-americana de Juízes do Trabalho.

"O objetivo é ampliar o debate sobre esse tema fundamental. A sociedade brasileira precisa participar do debate sobre a terceirização, que pode alterar completamente as relações de trabalho, com prejuízo para os trabalhadores", afirma Miguel Pereira, secrtário de Organizaçaõ da Contraf-CUT, que esteve presente no ato de lançamento do Fórum.

As entidades lançaram um manifesto público e um abaixo-assinado para pressionar o governo federal e o Congresso sobreo tema. Os representantes do Fórum criticam, especialmente, a proposta do deputado Roberto Santiago (PV-SP), um substitutivo ao Projeto de Lei 4330, do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que acaba com o conceito de atividade-meio e atividade-fim, liberando a terceirização para todas as atividades. Segundo os representantes do Fórum, esta proposta é um enorme retrocesso para as relações de trabalho no Brasil e vai contribuir para aumentar a precarização do trabalho.


O grupo vai pedir uma audiência com o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência da República, para cobrar uma regulamentação da terceirização que garanta os direitos dos trabalhadores. Além disso, foi aprovada também a realização de um seminário sobre a terceirização no Brasil, com data indicativa para março de 2012.

"Agora é fundamental o envolvimento e mobilização de todas as entidades em torno da regulamentação da terceirização no Congresso, particularmente a votação do substitutivo de Roberto Santiago na Comissão Especial da Câmara, no dia 23 de novembro", diz Miguel. "É importante que os dirigentes e entidades sindicais bancários participem buscando assinaturas para a petição on-line e pressionando os deputados", afirma. Miguel informa ainda que a CUT vai lançar uma campanha nos próximos dias para que o debate chegue aos locais de trabalho.


Fonte: Contraf-CUT